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O nome é o mais pomposo de todas as disciplinas e já dá uma idéia da importância e influência da mídia em todas as esferas da sociedade. Mídia e Poder traz reflexões sobre a atual situação da comunicação do mundo. Novos autores e teorias apresentadas, filmes, músicas, apresentações de alunos, tudo para compor um panorama epistemológico de um assunto tão complexo.
A mídia tem sim muito poder e isso pode ser percebido diariamente no comportamento das pessoas, que se informam, tomam decisões, consomem, opinam e conversam de acordo com as informações que recebem.
O jornalismo, para muitos, passa por uma crise de identidade e já começa a procurar saídas para se adequar a um mundo cada vez mais digital. Se os jornais vão acabar? Isso é realmente muito difícil dizer, mesmo porque, assim como o cinema e TV, o jornalismo e a mídia digital podem, muito mais que competir, se aliar e tornar a comunicação muito mais completa.
A publicidade, por outro lado, se expande cada vez mais e passa a tomar um rumo de influência extrema na vida das pessoas. A onda de hiperconsumismo nos torna pessoas muito mais interessadas em TER do que SER, ligando a felicidade somente aos bens materiais.
E os sentimentos e as opiniões? Eles ainda existem, mas parecem mais distantes do turbulado dia-a-dia, que pede fluidez e rapidez, afinal o tempo urge, vivemos em uma modernidade líquida. A mídia pode, então, contribuir para o resgate desses sentimentos? Claro que sim, basta tentar se afastar suficientemente da economia selvagem, do mundo insano dos lucros. Se isso vai acontecer? Espero realmente que sim. É triste pensar que a mídia nos molda de acordo com seus interesses, que nos tornamos mais e mais parecidos com os alunos do clipe Another brick in the wall, do Queen. Somos muito mais que consumidores, somos seres pensantes e muito mais que isso, somos seres que sentem e desejam, de uma forma ou outra, ser felizes!

A influência da mídia pode ser mensurada através do conceito de agenda setting, que afirma que a mídia determina a pauta para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar tantos outros. Quando durante cerca de um mês, o Brasil inteiro discutia o caso do assassinato de Isabella Nardoni foi possível comprovar que a teoria de agenda setting tem um viés verdadeiro e real muito forte. A cada temporada nos deparamos com temas chaves, que predominam e invadem os noticiários de toda a mídia. A pluralidade de informações e assuntos se perde por causa de interesses como audiência e lucratividade publicitária.
Outro conceito importante destaca o papel da mídia como manipuladora de informações e por conseqüência de opinião. A teoria da Espiral do Silêncio parte do pressuposto de que as pessoas em geral têm medo de se sentirem isoladas em relação à opinião majoritária, aderindo a tendência de silenciar sobre suas opiniões se elas não coincidem com essa opinião majoritária, que é em grande parte determinada pela mídia.
A teoria da espiral do silêncio, como se percebe, também trata da agenda setting, mas mostra como essa influência pode ser negativa, principalmente pela possibilidade de anular opiniões e idéias. É uma forma de afetar a individualidade, tornando a sociedade massificada e com pensamentos homogêneos, o que nos torna mais frágeis à manipulação da mídia, que sempre agirá de acordo com seus interesses.

É evidente as mudanças que o jornalismo sofreu ao longo dos anos. Cresceu, ganhou corpo e credibilidade, se renovou buscando se adequar às novas tendências, passou por crises, se restabeleceu, se tornou socialmente fundamental e agora já tenta se compôr de acordo com as novidades digitais.
A informação se tornou um produto de valor imensurável, que determina, muitas vezes, quem domina e quem é dominado. Ler notícias diariamente é essencial para tomar decisões adequadas e se basear em situações diversas. A dimensão tomada pelo jornalismo é tão grande que a mídia ganhou um status extremamente importante: o de quarto poder.
Isso significa que o jornalismo é tão relevante e importante para um País quanto o Poder Legislativo, Executivo e Judiciário. Além de influenciar as pessoas, sua capacidade se estende para todas as esferas da sociedade, seja no mercado, como fiscalizador, como incentivador, divulgador de novas tendências, como manifestação cultural etc.
Para Ignacio Ramonet, a mídia está muito além dessa posição. Ramonet afirma que a divisão dos poderes é outra, classificando a economia como o primeiro poder, a mídia como o segundo e a política como o terceiro poder.

O mundo da publicidade traz apenas uma grande premissa: vender! Isso é o que move as empresas, as marcas e os comerciais que invadem as casas, ruas e todos os lugares possíveis. A publicidade na maioria dos casos deixa de cumprir um papel social importante, o de conscientização. Sim, é possível divulgar marcas e produtos sem deixar que uma mensagem social e responsável.
Para o publicitário Olivieiro Toscani, esse papel social pode ser desenvolvido sim. Ele fez isso em uma campanha da marca Benetton e provocou comoção com sua ousadia. A mensagem de Toscani ultrapassou as fronteiras, eram imagens que diziam como todos são iguais, sejam negros ou brancos, ricos ou pobres. A bela campanha cumpria duas finalidades: fixar e divulgar a marca e promover discussão consciente na sociedade.
Então, resta torcer para que novas iniciativas como a de Toscani comecem a aparecer nas telas de TV e computadores, nas páginas de jornais e revistas, nos outdoors e onde mais a publicidade alcançar.