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O jornalista da Globonews que divulgou a falsa informação da queda de um avião da Pantanal em um prédio de São Paulo foi demitido na terça-feira dessa semana pela TV Globo. A barriga, no jargão jornalístico, foi reproduzida por diversos meios de comunicação, como portais de internet, sites, TVs, rádios e chegou até no Congresso, onde um parlamentar deu condolências às possíveis vítimas!!!
O episódio mostra um pouco do panorama do jornalismo atual. A corrida pelo furo implica em má apuração dos fatos e resulta em notícia errada!! O fato na verdade se tratava de um incêndio em uma loja de colchões, mas a notícia da queda de um avião era muito mais atraente para a mídia, então, a apuração em um primeiro momento foi falha, praticamente não existiu.
Portais como UOL, Terra, Globo e IG repercutiram a notícia e davam crédito às informações para a GloboNews. Ou seja, nada de apuração! Mesmo dizendo que a Infraero não confirmava a queda do avião, a notícia continuava a ser divulgada. Então, quem passou a informação? Quem disse que era um avião? E ainda da empresa Pantanal Linhas Aéreas??!!
Segundo a Central Globo de Comunicação informou ao Portal IMPRENSA, as imagens foram mostradas assim que captadas e, ao mesmo tempo, a informação era apurada. Isso mostra o desejo feroz pelo furo, pela audiência! Acho o episódio lamentável... a busca pelo furo não deve ser maior que o comprometimento pela verdade, pela notícia bem apurada e pela informação de qualidade. Do que adianta noticiar em primeira mão se minutos depois toda a informação se mostra errada??!! A credibilidade é comprometida e quem perde é sempre o público!

A participação da internet no mercado publicitário de todo o mundo cresce a números significativos. No Brasil, essa taxa aumenta em ritmo maior que nos demais Países. De acordo com dados do projeto Inter-Meios, do jornal Meio & Mensagem, o bolo publicitário brasileiro na web atingiu 2,8%, cerca de R$ 507 milhões em 2007.
O número é ainda pequeno se comparado com as mídias tradicionais, mas revela um grande crescimento, mais de 45% em relação a 2006. E a previsão para esse ano é ainda maior, cerca de 3,5% dos investimentos totais do mercado de publicidade, o que significa R$712 milhões.
Nos outros cantos do planeta a mesma coisa acontece. Em 2007, a receita publicitária na web chegou aos 21 bilhões de dólares, 25% a mais que no ano anterior. Os números mostram que a internet foi a mídia que mais cresceu nesse segmento, superando a TV por assinatura (20,6%), os jornais impressos (15,2%) e a TV aberta (8,7%).

A Info Expo Service, que acontece em junho em Gotemburgo (Suécia), trouxe novidades tecnológicas, entre elas o iReader E, da empresa Neolux, da Coréia do Sul. O equipamento é semelhante ao iPaper e permite a leitura de jornal na tela de um aparelho portátil. O primeiro jornal a lançar esse produto no País é o Shosun Ibo Daily, que tem grande circulação na Coreía do Sul.
Esse jornal eletrônico foi lançado no último trimestre de 2007 e já tem mil assinantes que pagam mensalmente cerca de US$ 200 para acessar as notícias. O Herald Tribune também lançou produto parecido, ainda inédito em outros Países.
Em Gotemburgo, o presidente da Associação Mundial de Jornais (WAN), Gavin O'Reilley, afirmou que a maioria dos jornais está preparada para as mudanças na mídia decorrentes das novas tecnologias. "Os jornais estão bem posicionados para o desenvolvimento da moderna mídia. Os relatórios de investimentos de bancos relatam os jornais como uma mídia atrelada ao passado e sem preparo para oferecer a mídia digital, o que é um completo erro. Toda a indústria de jornais sabe do tremendo desafio e da necessidade de grandes estratégias, envolvendo o mundo digital. Terão sucesso aqueles publishers que se capitalizarem e reconhecerem a mídia matrix. Felizmente, é a maioria dos executivos de jornais atualmente", afirma Reilley.
O’Reilley talvez esteja certo, mas por enquanto o que vemos na internet é apenas um prolongamento do que sai nos jornais impressos. Ainda não há um produto específico feito para a internet, com linguagem própria e conteúdos exclusivos, que permitam interação do usuário e novos roteiros multimídias, que incluam imagem, vídeos, infográficos e informações diferenciadas.
A adequação do conteúdo para novas interfaces também requer mudanças na estrutura das mídias. Os displays, com tamanhos limitados, não permitirão a simples transferência das notícias dos meios impressos para o digital. É necessário pensar em novos formatos e também em uma possível mudança de linguagem. Vamos esperar!!