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Opiniões e atitudes sobre a polêmica que envolveu o jornalista Paulo Henrique Amorim, que teve seu blog, Conversa Afiada, tirado do ar pelo IG por mais de oito horas sem nenhuma explicação.
Logo depois, Amorim foi informado que o IG cancelou seu contrato. Vale a pena ler o apoio recebido por Mino Carta e as críticas de Luiz Carlos Azenha.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=477ASP013

Em um dia elas são totalmente desconhecidas, são apenas mais uma bela entre tantas outras. Mas basta a atitude "certa" com a divulgação correta para que elas se tornem celebridades e invadam capas de jornais, revistas e borbulhem nos sites.
Espertas elas são. Basta apenas uma oportunidade para conseguirem se lançar no mundo das celebridades instantâneas e depois colherem todos os frutos de sua exposição. Quem produz essas celebridades? A mídia, claro! Além de produzir, a mídia se alimenta de suas histórias, casos, atos e dessa ânsia infindável de ter fama.
No artigo A vida é um show. Celebridades e heróis no espetáculo da mídia, Felipe Pena, jornalista, doutorando em Letras pela PUC/Rio, professor de Telejornalismo e Subreitor da Universidade Estácio de Sá/RJ, afirma que “a espetacularização da vida toma o lugar das tradicionais formas de entretenimento. Cada momento da biografia de um indivíduo é
superdimensionado, transformado em capítulo e consumido como um filme”.
Exemplos não faltam. O Carnaval, que já é uma fábrica de notícias, ofereceu ao País nesse ano mais uma celebridade instantânea, que surgiu em meio a muita polêmica. Viviane Castro, que se intitula modelo, roubou a cena, os clicks e as páginas de jornais e revistas usando um tapa-sexo de apenas 4 cm. O acessório, difícil de ser visto, a levou ao status de celebridade e em menos de dois dias o Brasil todo só comentava da cena. Resultado: muitas matérias e, claro, Playboy. Mas a nova famosa não teve tanta sorte e galgou apenas um pôster especial na revista masculina.
Aqui e lá

Governo e casos extra-conjugais, receita certa para produzir um alvoroço na mídia e ter fama. No Brasil, conhecemos no ano passado Mônica Veloso, jornalista que quis se tornar notícia e que conseguiu muito mais! O longo affair com o deputado Renan Calheiros lhe rendeu uma boa pensão, muitas matérias, capas de revistas e jornais de todo o País, um livro auto-biográfico e, como não poderia faltar, a capa da Playboy.
Nos EUA, a história não envolvia filhos e pensão, mas foi considerada um escândalo ainda maior. O governador de Nova York se envolveu com uma bela prostituta de 22 anos, Ashley Alexandra Dupré. A diversão com a garota culminou em sua renúncia e a superexposição de Ashley na mídia do mundo todo. A última notícia sobre ela dizia que um programa de tv (leia-se um programa de conteúdo adulto) a convidou para fazer fotos sensuais e ainda participar de uma festa onde garotas não mostram pudor algum diante das câmeras. O convite vale US$ 1 milhão! Nos dois casos, outra diferença, essa que não teve a ver muito com a mídia: Renan demorou meses para renunciar, já Eliot Spitzer apenas alguns dias!!
É evidente que tanto Viviane, quanto Mônica e Ashley se aproveitaram de seu momento de exposição para se lançar na mídia com todas as forças e conseguir frutos desse momento. Felipe Pena pontua esse fato dizendo que “a valorização do biográfico é diretamente proporcional à capacidade desse indivíduo em roubar a cena, ou seja, em tornar-se uma celebridade. Aliás, as celebridades tornaram-se o pólo de identificação do consumidor-atorespectador do espetáculo contemporâneo. São elas que catalisam a atenção e preenchem o imaginário coletivo”.
A mídia fabrica celebridades cada vez mais rápido, é uma produção em série, que se baseia não em atitudes grandiosas, talento ou grandes trabalhos, mas em nudez, sexo, situações bizarras e escândalos. A linha de produção não pára e a próxima celebridade pode ser qualquer um!

IBOPE. Essa é uma das palavras que parecem ter um poder arrasador na mídia, em especial na TV. O sobe e desce dos números altera a grade de programação e o formato dos programas e consegue diminuir e muito a vontade de assistir qualquer coisa.
Um dos maiores adoradores, ou será preocupados, é Silvio Santos. O dono do SBT coloca e retira programas do ar como se estivesse trocando de canal com o controle remoto .
Na Globo, já vimos vários programas, e bons diga-se de passagem, desaparecerem. Agora o novo alvo é o Fantástico, que já mudou de apresentadora, inseriu novos quadros e que vai receber uma ajudinha do Faustão, que teve seu programa esticado em 15 minutos e logo logo serão mais 15! Haja dança dos famosos, no gelo e tudo mais que puder!!!
A Record também segue a mesma linha. Um dos exemplos é o matutino Hoje em Dia, líder de audiência na maioria dos dias, só perde para os desenhos! O programa mudou o formato, retirou boa parte do conteúdo jornalístico, que trazia reportagens especiais, para ganhar mais pontinhos na audiência. Agora quem acertar a senha do cofre ou o que tem dentro da panela, da bolsa ou de qualquer outra coisa, ganha um bom dinheiro. É só ligar, pessoal!
É claro que o Ibope é uma importante ferramenta para a mídia, saber o que dá mais audiência e focar publicidade no horário é fundamental, afinal dinheiro é o que conta, não é!? Mas parece que é só isso que se leva em consideração, faturar! O conteúdo e as boas idéias são jogadas fora porque não chamam atenção de boa parte do público. Uma pena, já que a maioria da programação cansa, é repetitiva e desagrada!
Para conferir o sobe e desce da audiência e os programas mais vistos, faça o cadastro do conteúdo gratuito. Acesse o link: http://www.almanaqueibope.com.br/asp/index.asp
Quem sabe o próximo progarama a ser alterado não é o seu preferido?!!