Peripécias da poderosa mídia

Blog sobre pensamentos, opniões e fatos da mídia. Uma pequena produção de Daniela Ferreira para a disciplina de pós-graduação Mídia e Poder, sob orientação do prof. Dimas A. Künsch, da Faculdade Cásper Líbero.

Peripécias da poderosa mídia

Blog sobre pensamentos, opniões e fatos da mídia. Uma pequena produção de Daniela Ferreira para a disciplina de pós-graduação Mídia e Poder, sob orientação do prof. Dimas A. Künsch, da Faculdade Cásper Líbero.
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Terra Blog

31.07.08

Notas pós Mídia e Poder

categorias: Avaliação final

 

O nome é o mais pomposo de todas as disciplinas e já dá uma idéia da importância e influência da mídia em todas as esferas da sociedade. Mídia e Poder traz reflexões sobre a atual situação da comunicação do mundo. Novos autores e teorias apresentadas, filmes, músicas, apresentações de alunos, tudo para compor um panorama epistemológico de um assunto tão complexo.


A mídia tem sim muito poder e isso pode ser percebido diariamente no comportamento das pessoas, que se informam, tomam decisões, consomem, opinam e conversam de acordo com as informações que recebem.


O jornalismo, para muitos, passa por uma crise de identidade e já começa a procurar saídas para se adequar a um mundo cada vez mais digital. Se os jornais vão acabar? Isso é realmente muito difícil dizer, mesmo porque, assim como o cinema e TV, o jornalismo e a mídia digital podem, muito mais que competir, se aliar e tornar a comunicação muito mais completa.


A publicidade, por outro lado, se expande cada vez mais e passa a tomar um rumo de influência extrema na vida das pessoas. A onda de hiperconsumismo nos torna pessoas muito mais interessadas em TER do que SER, ligando a felicidade somente aos bens materiais.


E os sentimentos e as opiniões? Eles ainda existem, mas parecem mais distantes do turbulado dia-a-dia, que pede fluidez e rapidez, afinal o tempo urge, vivemos em uma modernidade líquida. A mídia pode, então, contribuir para o resgate desses sentimentos? Claro que sim, basta tentar se afastar suficientemente da economia selvagem, do mundo insano dos lucros. Se isso vai acontecer? Espero realmente que sim. É triste pensar que a mídia nos molda de acordo com seus interesses, que nos tornamos mais e mais parecidos com os alunos do clipe Another brick in the wall, do Queen. Somos muito mais que consumidores, somos seres pensantes e muito mais que isso, somos seres que sentem e desejam, de uma forma ou outra, ser felizes!

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  • Postado em 15:52:51

Referência Bibliográfica

categorias: Avaliação final
Muitos livros, artigos e autores bons foram a base de todo o curso e também dos textos apresentados durante o semestre nesse blog.

CASTELL, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a sociedade, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.
HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
2006.
LIMA, Venício A. de (org.). A mídia nas eleições de 2006. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
ORWELL, George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003.

ARBEX JÚNIOR, José. Showrnalismo: a notícia como espetáculo. São Paulo: Casa Amarela, 2001.
CHOMSKY, Noam. Controle da mídia: os espetaculares feitos da propaganda. Rio de Janeiro: Graphia, 2003.
COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DEBRAY, Régis. O Estado Sedutor. Petrópolis: Vozes, 1994.
HOHLFELDT, Antonio. “Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação”. In: HOHLFELDT, Antonio, MARTINO, Luiz C. e FRANÇA, Vera Veiga, Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. 5ª. edição, Petrópolis: Vozes, 2005, pp. 187-240.
JORNAL NACIONAL: A NOTÍCIA FAZ HISTÓRIA. 12a. ed. revista, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
KOVACK, Bill e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.
KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, Editora Unesp, 2005.
KUNSCH, Dimas A. O Eixo da Incompreensão: a guerra contra o Iraque nas revistas semanais brasileiras de informação. Tese de Doutorado, São Paulo: ECA-USP, 2004.
KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
KUNSCH, Dimas A. “Teoria guerreira da incomunicação: jornalismo, conhecimento e compreensão do mundo”. Líbero ano VIII, n° 15/16, 2005, pp. 22-31.
MORAES, Dênis de. O planeta mídia: tendências da comunicação na era global.Campo Grande: Letra Viva, 1998.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
SERVA, Leão. Jornalismo e desinformação. 2ª edição, São Paulo, Editora Senac, 2001.
TALESE, Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
WARD, Mike. Jornalismo online. São Paulo: Roca, 2006.
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O jornalismo - II : Duas teorias

categorias: Avaliação final

 

A influência da mídia pode ser mensurada através do conceito de agenda setting, que afirma que a mídia determina a pauta para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar tantos outros. Quando durante cerca de um mês, o Brasil inteiro discutia o caso do assassinato de Isabella Nardoni foi possível comprovar que a teoria de agenda setting tem um viés verdadeiro e real muito forte. A cada temporada nos deparamos com temas chaves, que predominam e invadem os noticiários de toda a mídia. A pluralidade de informações e assuntos se perde por causa de interesses como audiência e lucratividade publicitária.


Outro conceito importante destaca o papel da mídia como manipuladora de informações e por conseqüência de opinião. A teoria da Espiral do Silêncio parte do pressuposto de que as pessoas em geral têm medo de se sentirem isoladas em relação à opinião majoritária, aderindo a tendência de silenciar sobre suas opiniões se elas não coincidem com essa opinião majoritária, que é em grande parte determinada pela mídia.


A teoria da espiral do silêncio, como se percebe, também trata da agenda setting, mas mostra como essa influência pode ser negativa, principalmente pela possibilidade de anular opiniões e idéias. É uma forma de afetar a individualidade, tornando a sociedade massificada e com pensamentos homogêneos, o que nos torna mais frágeis à manipulação da mídia, que sempre agirá de acordo com seus interesses.

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  • Postado em 15:41:43

O jornalismo - I

categorias: Avaliação final

 

É evidente as mudanças que o jornalismo sofreu ao longo dos anos. Cresceu, ganhou corpo e credibilidade, se renovou buscando se adequar às novas tendências, passou por crises, se restabeleceu, se tornou socialmente fundamental e agora já tenta se compôr de acordo com as novidades digitais.


A informação se tornou um produto de valor imensurável, que determina, muitas vezes, quem domina e quem é dominado. Ler notícias diariamente é essencial para tomar decisões adequadas e se basear em situações diversas. A dimensão tomada pelo jornalismo é tão grande que a mídia ganhou um status extremamente importante: o de quarto poder.


Isso significa que o jornalismo é tão relevante e importante para um País quanto o Poder Legislativo, Executivo e Judiciário. Além de influenciar as pessoas, sua capacidade se estende para todas as esferas da sociedade, seja no mercado, como fiscalizador, como incentivador, divulgador de novas tendências, como manifestação cultural etc.


Para Ignacio Ramonet, a mídia está muito além dessa posição. Ramonet afirma que a divisão dos poderes é outra, classificando a economia como o primeiro poder, a mídia como o segundo e a política como o terceiro poder.

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  • Postado em 15:39:39

Publicidade: muito mais que vender

categorias: Avaliação final

 

O mundo da publicidade traz apenas uma grande premissa: vender! Isso é o que move as empresas, as marcas e os comerciais que invadem as casas, ruas e todos os lugares possíveis. A publicidade na maioria dos casos deixa de cumprir um papel social importante, o de conscientização. Sim, é possível divulgar marcas e produtos sem deixar que uma mensagem social e responsável.


Para o publicitário Olivieiro Toscani, esse papel social pode ser desenvolvido sim. Ele fez isso em uma campanha da marca Benetton e provocou comoção com sua ousadia. A mensagem de Toscani ultrapassou as fronteiras, eram imagens que diziam como todos são iguais, sejam negros ou brancos, ricos ou pobres. A bela campanha cumpria duas finalidades: fixar e divulgar a marca e promover discussão consciente na sociedade.


Então, resta torcer para que novas iniciativas como a de Toscani comecem a aparecer nas telas de TV e computadores, nas páginas de jornais e revistas, nos outdoors e onde mais a publicidade alcançar.

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  • Postado em 15:12:03